Maduro oferece petróleo aos EUA, mesmo após ter declarado apoio à Rússia


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Duas semanas após declarar apoio à Rússia, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou na noite de segunda-feira (7) que teve um encontro "respeitoso, cordial e diplomático" com uma delegação dos Estados Unidos no fim de semana em Caracas, no qual foram discutidos temas como a questão energética e a suspensão de sanções contra o governo venezuelano.


Em sua primeira declaração após o encontro, o presidente também anunciou a retomada "com muita força" do diálogo com a oposição, suspenso desde outubro. Washington já sinalizou no mês passado que estaria disposto a revisar a política de sanções "se avanços consideráveis fossem registrados no âmbito destas negociações".


"Fizemos a reunião no gabinete presidencial — disse o presidente em um discurso na TV. — Lá estavam as duas lindas bandeiras, unidas como deveriam estar as bandeiras dos Estados Unidos e da Venezuela. Pareceu muito importante poder, cara a cara, conversar sobre temas de máximo interesse da Venezuela. Podemos avançar em uma agenda que permita o bem-estar e a paz dos povos de nosso hemisfério, de nossa região".


A questão energética foi um dos temas centrais do encontro, em um momento que Washington se prepara para proibir as importações de petróleo da Rússia, aliado chave da Venezuela na região, após a invasão da Ucrânia.


Os EUA, que não reconhecem Maduro como presidente depois de considerar sua reeleição fraudulenta em 2018, impuseram, em abril de 2019, um embargo que impede a Venezuela de negociar o seu petróleo — que representava 96% das receitas do país — no mercado americano. Desde então, Maduro recebe forte apoio da Rússia para continuar exportando petróleo, apesar das medidas punitivas de Washington.


Pressionado por legisladores após a invasão russa à Ucrânia, no entanto, Biden deve anunciar nesta terça-feira a proibição de importação de petróleo russo para os EUA. Assim, a visita a Caracas reforça o interesse de Washington de substituir parte do petróleo que compra hoje da Rússia com o que deixou de comprar da Venezuela.


"O propósito da viagem dos funcionários do governo americano foi discutir uma variedade de temas que incluem certamente energia, segurança energética", confirmou a porta-voz do governo Joe Biden, Jen Psaki.


Com informações do IG - Veja a matéria completa

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