Bolívia quer que Chile pague por água do rio Silala


Rio Silala - (crédito: AFP)

O Chile considerou, nesta sexta-feira (1º), como "absurda" a reclamação da Bolívia na Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia para que o país vizinho pague pela utilização das águas do Silala, um rio internacional para os chilenos, mas que os bolivianos afirmam ser um afluente que nasce de mananciais de sua propriedade.


O Chile quer que a CIJ declare o Silala um rio internacional de curso sucessivo e de uso compartilhado. A Bolívia, por outro lado, alega que o Silala é um afluente que nasce em mananciais e em águas subterrâneas em seu território, e exige que o Chile pague pelo uso dessas águas.


A Bolívia argumenta que o curso das águas do Silala sofreu uma intervenção artificial após canalizações realizadas no século passado, a partir da concessão que o governo da Bolívia entregou a uma empresa ferroviária de capital britânico e chileno.


O Chile pede à CIJ que declare o Silala como um rio internacional e estipule o seu uso "equitativo e razoável".


O caso remonta a 2016, quando o Chile apresentou uma demanda pelas águas do Silala, em meio a outra disputa entre os dois países na CIJ, na qual La Paz processou Santiago para exigir que os chilenos negociassem uma saída soberana para o mar, o que foi rejeitado pelo tribunal em outubro de 2018.


Em agosto de 2018, a Bolívia apresentou seus argumentos à demanda chilena e "contrademandou" o país no mesmo caso, afirmando que uma parte importante do fluxo de água que corre até o Chile é de caráter artificial e que Santiago deve pagar por seu uso.


As alegações começam nesta sexta-feira e terminarão em 14 de abril. A CIJ não tem um prazo definido para entregar sua decisão final, mas a delegação chilena espera que seja um trâmite rápido e se conheça a sentencia em mais seis meses.


Chile e Bolívia carecem de relações diplomáticas desde 1978, depois de negociações infrutíferas para resolver a demanda marítima boliviana.


Fonte: UOL

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