Caminhoneiros do Brasil retidos na fronteira do Chile afirmam que estão abandonados


Foto: Reprodução

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) enviou um ofício ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, solicitando que o Itamaraty atue para resolver a crise envolvendo caminhoneiros brasileiros retidos na fronteira do Chile com a Argentina. Segundo o parlamentar, mais de 2.500 trabalhadores estão paralisados na região de Mendoza, na Cordilheira dos Andes, há cerca de 20 dias. O motivo principal da lentidão para atravessar a fronteira seria o baixo número de agentes para fazer testes de Covid-19 nos caminhoneiros.


Em áudios e vídeos enviados ao senador Alvaro Dias, motoristas dizem ter dificuldades de acesso à alimentação, higiene e serviços básicos e reclamam de falta de assistência dos consulados brasileiros em ambos os lados da fronteira.


Um dos pontos de retenção está na região da cidade argentina de Uspallata, na província de Mendoza.


O Itamaraty afirmou que está prestando todo apoio aos caminhoneiros brasileiros retidos na fronteira. Em notas à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores disse que acompanha a situação de motoristas brasileiros do transporte internacional de carga na divisa entre os 2 países desde 11 de janeiro, quando tomou conhecimento da situação.


O próprio chanceler Carlos França tratou do tema com seu homólogo chileno, Andrés Allamand, à margem da cúpula do Prosul (Progresso e Integração na América do Sul) em 27 de janeiro, em Cartagena das Índias, na Colômbia, segundo o comunicado.


De acordo com o Itamaraty, contudo, o tráfego de cargas entre Argentina e Chile no posto de controle fronteiriço Cristo Redentor–Los Libertadores foi reaberto no último sábado (29.jan.2022). Teria havido novo bloqueio na manhã do domingo (30.jan), mas a fronteira voltou a ser aberta.


Com informações do Poder 360 e Joven Pan

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