Colômbia e Venezuela militarizam fronteira e trocam acusações


Foto: Twitter

A Venezuela e a Colômbia voltaram a militarizar a sua fronteira entre os estados Arauce e Apure durante o último fim de semana. O governo bolivariano acusa grupos armados colombianos de invadir seu território, enquanto o presidente Iván Duque culpa o lado venezuelano de gerar instabilidade na região.


No último domingo (16), a Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) enviou tropas, aviões de guerra e armamento para o estado de Apure a fim de "assegurar a ordem", segundo o general-chefe do Comando Estratégico (Ceofanb) Domingo Hernández Lárez.


Os militares venezuelanos denunciam que grupos Terroristas Armados Narcotraficantes Colombianos ("Tancol") estariam ameaçando as comunidades venezuelanas que vivem na região fronteiriça entre os dois países.


Em comunicado, a Corrente Revolucionária Bolívar e Zamora, organização política que atua no estado de Apure, denunciou que no dia 14 de janeiro, homens armados do ELN invadiram as comunas La Gran Unión e Víctor Díaz Ojeda, na região de Gabarra, sob argumento de estar em conflito com as dissidências da 10ª Frente da FARC.


Nas suas redes sociais, também na última sexta-feira (14), o comandante do ELN, Antonio García, afirmou que os incidentes em Arauca seriam uma resposta aos "planos contrainsurgentes" da 18ª Brigada do Exército colombiano e da dissidência da FARC comandada por Arturo Paz.


Entre os dias 2 e 5 de janeiro, 27 pessoas foram mortas nos municípios de Fortul, Saravena e Arauquita, em Arauca. De acordo com a Defensoria Pública, 170 famílias, incluindo ex-combatentes, tiveram que abandonar a região nas primeiras semanas do ano por conta da insegurança.


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