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Mendoza é terra de vinhos e de azeite! Conheça a produção argentina

Atualizado: 15 de mai. de 2023

Vale a pena reservar uns dias para conhecer a produção de azeites de altíssima qualidade; Os olivais já somam 11,6 mil hectares, de acordo com o Instituto de Desarrollo Rural de Mendoza


Azeite da Zuelo, marca da tradicional família Zuccardi

Imagem: Divulgação


Localizada na parte central da Argentina, pertinho da fronteira com o Chile e aos pés da Cordilheira dos Andes, a cidade de Mendoza é a maior região vinícola do país. Segundo o Ministério da Cultura e Turismo de Mendoza, dos 180 mil visitantes que a cidade recebeu em 2022, 36 mil saíram do Brasil.


Só que o vinho já não é o único motivo para turistar em Mendoza — vale a pena reservar uns dias para conhecer a produção de azeites de altíssima qualidade, que ganhou corpo nos últimos anos. Os olivais já somam 11,6 mil hectares, de acordo com o Instituto de Desarrollo Rural de Mendoza.


Os produtores se profissionalizaram no quesito turismo e, no ano passado, ganharam fôlego extra para disputar a atenção dos visitantes: em junho de 2022, Mendoza conquistou a primeira Indicação Geográfica (IG) para azeites extravirgens do continente.


O assunto não chega a ser novo por ali. A cultura chegou pelas mãos dos imigrantes europeus, os mesmos que plantaram os primeiros vinhedos. Mas a entrada no universo dos azeites de alta gama é bem recente, fruto do empenho dos netos dos colonizadores.


"A Argentina produz azeites há muito tempo, mas as novas gerações estão investindo em tecnologia e conhecimento, tanto no campo quanto nas plantas de extração, o que gera produtos com padrão de qualidade muito superior", afirma Miguel Zuccardi, o jovem por trás das marcas Familia Zuccardi e Zuelo.


Sua família produz vinhos, em Mendoza, desde 1963, mas a primeira colheita de azeitonas aconteceu somente em 2004. Grandes nomes do universo do vinho, além dos Zuccardi, espicharam seus domínios para a olivicultura. Alejandro Vigil, enólogo-chefe da Catena Zapata e criador dos vinhos El Enemigo, lançou em 2020 o projeto Old Tree Olive Oils, que engloba quatro marcas de azeites: Omerta, Lussuria, Coraggio e Bio Vita.


A própria Catena Zapata tem seu rótulo, o azeite DV, sigla de Don Domingo Vivente Catena, o primeiro do clã a plantar oliveiras, há mais de meio século.


A azeitona da variedade Arauco está para os azeites mendocinos como a uva Malbec está para a vitivinicultura local. Originária da região do Mediterrâneo, a Arauco se adaptou tão bem ao clima desértico de Mendoza que já é considerada autóctone. Tem perfil sensorial bem frutado, intenso, com amargor e picância médio-altos.


Mas os visitantes encontram outras novidades, como monovarietais da espanhola Genovesa, de perfil mais equilibrado, ideal para acompanhar queijos suaves e carnes brancas.


Como conhecer?

Aliás, combinar azeites, vinhos e boa comida, depois de conhecer a fundo como são produzidos, é um dos programas mais legais de Mendoza. As paisagens são deslumbrantes, sobretudo quando os dias ensolarados deixam à mostra o contorno nevado dos picos andinos — o que não é difícil acontecer, já que a cidade registra, em média, 320 dias de sol por ano.


Os brasileiros são muito bem tratados por lá e, na volta, dá para trazer as compras sem problema — quem embarca no Aeroporto Internacional Governador Francisco Gabrielli, mais conhecido como El Plumerillo, pode trazer até seis garrafas na bagagem de mão, desde que bem embaladas em caixas.


Confira alguns programas imperdíveis para conhecer azeites mendocinos que raramente chegam ao mercado brasileiro. Mas não deixe de reservar antes, já que Mendoza vive cheia, não importa a época do ano.


  • Olivícola Laur

  • Zuelo

  • Casa Cayé


Informações de UOL

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