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No México, mulher é condenada por ‘excesso de legítima defesa’ após matar estuprador

A decisão proferida causou revolta e estimulou debates sobre o papel da Justiça no combate à violência de gênero


Cartazes em defesa de Roxana Ruiz, que matou seu estuprador - Foto: Pedro Pardo / AFP



Roxana Ruiz, 23, foi condenada a seis anos e dois meses de prisão na segunda-feira (15). A Justiça mexicana considerou que houve “excesso de legítima defesa” depois que ela matou o homem que a estuprou.


O caso:

A decisão proferida causou revolta e estimulou debates sobre o papel da Justiça no combate à violência de gênero;


Roxana já estava presa há dois anos por ter matado o homem que a violentou no município de Nezahualcóyotl, no Estado do México. De acordo com estatísticas oficiais, essa região é onde mais se comete feminicídios;


Além da prisão, Roxana foi condenada a pagar uma indenização de 285 mil pesos (cerca de R$ 80,2 mil) como indenização para a família do seu agressor;


A defesa da mulher tem 10 dias para recorrer da decisão;


Enquanto estava detida, Roxana escreveu uma carta na qual contou que estava tomando uma cerveja com uma amiga. Depois, um homem desconhecido insistiu para acompanhá-la até sua casa. Quando chegou à residência, ele pediu para dormir ali, pois morava longe;


Quando estava dormindo, Roxana foi agredida sexualmente pelo homem, que também bateu nela e a ameaçou. Para se defender, ela o sufocou com uma camiseta;


Durante o julgamento, a juíza Mónica Palomino afirmou que apenas “uma pancada na cabeça” teria sido o suficiente para deter o homem. “Se eu não tivesse me defendido, eu estaria morta”, finalizou Roxana.


Informações de ISTOÉ.



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