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Por que a Jamaica, que fez história no grupo do Brasil, precisou de 'vaquinha' para ir à Copa

A caminhada das ‘Reggae Girlz’ até a Copa do Mundo passou por uma vaquinha para que a delegação pudesse custear a viagem da seleção jamaicana e questões como planejamento, alimentação, acomodações


Deneisha Blackwood e Drew Spence, da Jamaica, comemoram empate diante da França na estreia da Copa do Mundo feminina | Imagem: Joe Prior/Visionhaus via Getty Images


Uma das grandes histórias antes de a bola rolar na Copa do Mundo feminina, a Jamaica ainda conseguiu um feito inédito logo na estreia da competição: segurar a favorita França e marcar o primeiro ponto da seleção em Mundiais.


Jogando no último domingo (23) no Allianz Stadium, em Sydney, as jamaicanas seguraram um heroico 0 a 0 diante das francesas, colocando fogo no grupo F, que ainda conta com o Brasil.


Mas a caminhada das ‘Reggae Girlz’ até a Copa do Mundo passou por uma vaquinha para que a delegação pudesse custear a viagem da seleção jamaicana e questões como planejamento, alimentação, acomodações e condições de treinamento para as jogadoras.


A expectativa era de conseguir arrecadar US$ 175 mil (cerca de R$ 840 mil).


“A classificação para uma segunda Copa do Mundo é algo que nunca se imaginou ou pensou ser possível para as Reggae Girlz”, escreveram as jogadoras da Jamaica em carta aberta em meados de junho.


“Em um momento em que devemos nos concentrar apenas na preparação para competir no maior palco do mundo, infelizmente somos obrigadas a expressar nossa maior decepção com a Federação de Futebol da Jamaica”.


“Nos reunimos várias vezes com a federação para abordar respeitosamente as preocupações resultantes de planejamento, transporte, acomodações, condições de treinamento, compensação, comunicação, nutrição e acessibilidade a recursos adequados. Também aparecemos repetidamente sem receber compensação contratualmente acordada”.


Após a manifestação das atletas, a Federação Jamaicana de Futebol (JFF) afirmou que estava lutando para encontrar dinheiro para financiar a campanha da Copa do Mundo. Dias depois, a entidade anunciou um acordo de patrocínio para o time feminino com uma rede de fast food.


“Queremos garantir o máximo que pudermos para as meninas, que certamente achamos que se sairão muito bem na Copa do Mundo”, disse Michael Rickett, presidente da JFF, após o acerto.


Cada atleta na Copa do Mundo feminina terá garantido um pagamento de US$ 36 mil (cerca de R$ 172 mil) por disputar a fase de grupos do torneio, como anunciado pela Fifa, em uma premiação da entidade direcionada às jogadoras, e não às federações nacionais.


Após o empate diante da França, a Jamaica volta a campo no próximo sábado (29), contra a equipe do Panamá.


Próximos jogos da Jamaica

Panamá - 29/07, às 9h30 - 2ª rodada do grupo F


Brasil - 02/08, às 07h - 3ª rodada do grupo F



Informações da ESPN

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