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São Paulo define doenças que serão tratadas com canabidiol

As três doenças para as quais os remédios serão liberados, segundo a Secretaria de Saúde, são raras, mas de “altíssimo impacto”


Imagem: ArtistGNDphotography/ Getty Images



A Secretaria de Estado da Saúde definiu as doenças que serão tratadas com canabidiol (CBD) na rede pública de São Paulo. Portadores de Síndrome de Dravet, Síndrome de Lennox-Gastaut e esclerose tuberosa serão os primeiros beneficiados pela medida, que vai fornecer os medicamentos à base de CBD pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


A definição das doenças foi feita na última semana, após uma série de reuniões da comissão de trabalho que tem debatido a implantação da nova política em todo o estado. Em janeiro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou a lei que libera os produtos medicinais da cannabis em São Paulo.


As três doenças para as quais os remédios serão liberados, segundo a Secretaria de Saúde, são raras, mas de “altíssimo impacto”.


Segundo José Luiz Gomes do Amaral, coordenador da comissão de trabalho, são condições gravíssimas, que comprometem a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. “A ampliação do tratamento poderá trazer imenso benefício”, disse, acrescentando que a liberação dos medicamentos deve ocorrer “nos próximos meses”.


As doenças

As doenças contempladas pela medida são todas incuráveis. A Síndrome de Dravet acomete crianças ainda no primeiro ano de vida, é genética e degenerativa. Resistente a tratamentos convencionais, causa convulsões, epilepsia grave e, leva à deterioração cognitiva e motora.


A Síndrome de Lennox-Gastaut também causa epilepsia em crianças pequenas e tem impacto negativo grave no desenvolvimento mental e físico. É mais comum entre meninos e afeta cerca de um a cada 50 mil nascidos vivos.


Já a esclerose tuberosa é degenerativa e hereditária. Como as demais condições, pode causar epilepsia, problemas comportamentais e afetar o desenvolvimento cognitivo e motor.


Segundo a Secretaria de Saúde, a comissão de trabalho se reúne semanalmente para estudar novos pareceres técnicos para, assim, incluir medicamentos à base de canabidiol no tratamento de outras doenças, como convulsões refratarias, dor refratária, condições associadas ao autismo, entre outras.


A Secretaria não informou se está em estudo a inclusão de portadores de doenças psicológicas, como depressão e ansiedade, na lista de condições aptas a receber os medicamentos.


Informações do Metrópoles.



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