Buenos Aires é a cidade mais cara para viver na América Latina


Cidade de Buenos Aires, Argentina | Foto: Shutterstock

Um estudo encomendado pela QuintoAndar, maior plataforma de moraria da América Latina e presente em 75 cidades brasileiras, aponta quais são as cidades mais caras para se viver na América Latina. Buenos Aires é a capital mais cara, tanto para comprar ou mesmo alugar um imóvel. O metro quadrado está custando em média US$ 11,80 nos últimos 12 meses. É o triplo do preço de Curitiba. O Brasil aparece na quarta posição de locação mais cara da América Latina, representado por São Paulo, e atrás de Buenos Aires, Cidade do Panamá e Cidade do México. O valor do metro quadrado na capital paulista é em média de US$ 8,60.


Brasília, Salvador e Porto Alegre — que aparecem na lista logo depois de São Paulo e Lima, no Peru — são mercados que historicamente têm um preço de aluguel mais alto. E por uma razão em especial: a oferta de casas e apartamentos é menor nessas cidades. No Rio de Janeiro, por exemplo, os preços mais altos de locação ocorrem porque há menos imóveis disponíveis e uma alta procura, especialmente em bairros da zona sul carioca.


A atual situação inflacionária da economia argentina, com taxa básica de juros em 69,5% ao ano, explica por que a capital Buenos Aires figura na liderança dos preços exorbitantes para comprar e alugar um apartamento ou casa.


Em termos de venda de imóvel, o Brasil ocupa o quinto lugar da América Latina. O mais caro é Brasília, onde o metro quadrado sai em média por US$ 1.866, seguido de Rio de Janeiro e São Paulo.


Além de apontar as cidades mais caras da região, o mercado imobiliário brasileiro está aquecido, mas o brasileiro tem adiado a compra do imóvel e optado por locar. A taxa de juros de 13,75% ao ano é uma das maiores razões para essa preferência na locação. “As pessoas têm procurado o aluguel como alternativa, porque têm dificuldade de conseguir dar entrada num imóvel ou ter acesso ao crédito imobiliário, em consequência da alta taxa de juros”, destaca o diretor de comunicação do QuintoAndar Bruno Rossini e responsável pela pesquisa.


Com informações da Revista Oeste


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