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MEC e Cuba debatem a respeito da retomada de parcerias educacionais

A orientação do presidente Lula é retomarmos todas as parcerias importantes. Vamos trabalhar juntos pela educação


Imagem: Ângelo Miguel / MEC


O embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, se reuniu com o Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, para debater a respeito do resgate de parcerias educacionais e avaliar novas possibilidades de cooperação entre os dois países. O encontro, que ocorreu na sede do Ministério da Educação (MEC), na terça-feira, 30 de maio, contou também com a presença de secretários e presidentes de autarquias vinculadas ao Ministério.

“A orientação do presidente Lula é retomarmos todas as parcerias importantes. Vamos trabalhar juntos pela educação”, afirmou o ministro Camilo Santana. O embaixador de Cuba, Adolfo Castellanos, destacou o interesse pelo Brasil. “É um país muito relevante para a unidade da América Latina. Acreditamos que este é um momento do Brasil se reencontrar com os países vizinhos”, afirmou.

Cooperações – tradicionalmente, Brasil e Cuba têm uma série de iniciativas de cooperação educacional, interrompidas ou enfraquecidas após 2016. Em vigor, os dois países mantêm, desde 1988, o Acordo de Cooperação Cultural e Educacional (1988).


Cuba também participa dos programas PEC-G e PEC-PG, que oferecem vagas em universidades brasileiras para estudantes de países em desenvolvimento, mediante parceria entre MEC e Ministério de Relações Exteriores. Cuba também participa ativamente de foros multilaterais de educação com presença brasileira, como a Unesco, e muito provavelmente comparecerá à Conferência Regional de Educação Superior (CRES+5), a ser realizada em Brasília, em março de 2024.


No início de maio, em Londres, o ministro Camilo Santana teve uma reunião bilateral com a vice-ministra da Educação de Cuba, Dania López. As partes concordaram em realizar uma missão do MEC à Cuba visando conhecer a experiência cubana exitosa na área educacional, além de relançar a cooperação bilateral entre os dois países, nos próximos meses, possivelmente em parceria com o Ministério da Saúde.


O objetivo do MEC é conhecer as políticas de gestão da educação e as metodologias pedagógicas adotadas pelo sistema educacional cubano em seus diferentes níveis, bem como as medidas adotadas por Cuba para enfrentar a evasão escolar, universalizar o ensino em tempo integral e superar as consequências educacionais da pandemia da Covid-19.


Capes – a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, fundação do Ministério da Educação (MEC), também coopera com Cuba desde os anos 90, tendo assinado diversos protocolos e convênios com o governo cubano. No entanto, a maioria dos projetos Capes-Cuba expirou e não foi renovada como o Programa CAPES/MES-CUBA DOCENTE (2011-2016), que é voltado para a formação de recursos humanos, e o Programa CAPES/MES-CUBA PROJETOS (2015-2020), com bolsas para projetos conjuntos de pesquisa.

Atualmente, a Capes oferece bolsas para Cuba por meio do Programa Institucional de Internacionalização – CAPES/Print. De 2014 a 2022, 50 bolsistas cubanos estiveram no Brasil, majoritariamente nos programas de doutorado-sanduíche (20) e pós-doutorado (15).


A Fundação se prepara para lançar editais para intercâmbio de docentes e de estudantes. Segundo a presidente da Capes, Mercedes Bustamante, uma das propostas visa reestabelecer o apoio à formação de professores, enquanto a outra concentra-se na área de pós-graduação. “Estamos trabalhando na reativação dos acordos que expiraram em 2016”, adianta Mercedes.


Informações do Ministério da Educação.

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