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Quanto custa comer nos melhores restaurantes da América Latina?

A verdade é que a maiorias dos restaurantes que estão no topo na lista, neste ano com 12 latino-americanos, não servem apenas comida. O foco é na experiência completa, que vai desde o ambiente até o conceito


Prato da Casa do Porco | Imagem: Mauro Holanda



A divulgação da lista dos 50 melhores restaurantes do mundo – a The World´s 50 Best Restaurants – reforça o olimpo da alta gastronomia, que pratica preços que ultrapassam facilmente a barreira do R$ 1 mil por um menu degustação, que dependendo do número de etapas pode fazer um jantar durar até três horas.


A verdade é que a maiorias dos restaurantes que estão no topo na lista, neste ano com 12 latino-americanos, não servem apenas comida. O foco é na experiência completa, que vai desde o ambiente até o conceito e narrativa usada para contar a história dos pratos, meticulosamente alinhavados para comunicar por meio dos cinco sentidos.


No caso do agora número um do mundo, o Central, que também é o primeiro da Latin America’s 50 Best Restaurants, o diálogo com os ingredientes e biomas peruanos é intenso. Muito do que é experimentado à mesa é resultado da profunda pesquisa com produtos locais levada a cabo no Centro Mater, um espaço de investigação de produtos locais. Por lá, os titulares do Central, Virgilio Martínez e Pía León se unem a Malena Martínez e grande elenco para desenvolver pesquisas e testar receitas.


No Central, são quatro opções de menu degustação, que variam de 1.045 (R$ 1.377) a 1.250 soles peruanos (R$ 1.647), sem harmonização com bebidas. As opções começam com o menu Território em desnível, que sai por 1.045 pesos e tem 12 etapas. Como o próprio nome indica, o menu convida os comensais a explorarem toda a riqueza dos ingredientes das diferentes altitudes peruanas, do nível do mar à extrema altura, com milhos e camotes cultivados a 4.200 quilômetros de altura.


Quem optar por harmonizar a refeição, tem três opções: terroir de vinhos do mundo, por 424 soles peruanos (R$ 558), seleção de fermentados, destilados e vinhos da América do Sul, que custa de 454 soles (R$ 598) a 518 soles (R$ 683), a depender da escolha do menu. Há, ainda, harmonização com produtos sem álcool, composta por néctares, infusões e extratos produzidos no laboratório Mater, por 222 (R$ 292) e 278 (R$ 366) soles, a depender da experiência escolhida.


O segundo restaurante da América Latina melhor classificado na lista do The 50 World´s Best Restaurants, na sexta posição, é o também peruano Maido, do chef Mitsuharu “Micha” Tsumura. O menu degustação convencional, marcado por altas doses de influências asiáticas, algo usual na gastronomia peruana, sai por 875 soles (R$ 1.153), sem harmonização. Se a opção for combinar os pratos com bebidas alcóolicas, o valor sobe para 1.425 soles (R$1.877). No Maido, há ainda opção vegetariana do menu degustação, a 625 soles (R$ 824).


Para comer no Quintonil, do México, o nono da lista dos melhores restaurantes do mundo, os amantes da gastronomia precisam investir, pelo menos 4.045 pesos (R$ 1.127) ou 6.370 pesos (R$ 1.775) o menu degustação com harmonização. Se a opção for experimentar os pratos do chef Jorge Vallejo no balcão, vendo o time em ação, o valor do menu sem bebidas sobe para 4.500 (R$ 1.254).


Na sequência, vem o único brasileiro na seleção dos 50 melhores restaurantes do mundo, A Casa do Porco. O restaurante, encabeçado pela dupla Jefferson e Janaína Rueda, como o próprio nome diz, foca na carne suína como carro-chefe, com altas doses da autêntica cozinha brasileira. Quem passa pelo endereço, no Centro de São Paulo, se depara com uma grande fila de comensais dispostos a provar o sabor do 12º colocado na lista mundial e quarto no Latin America´s 50 Best Restaurants.


A vantagem da casa paulista é que, além do menu degustação batizado de Banquete Gastronômico Somos de Carne e Osso, que sai por R$ 290 ou R$ 500, com harmonização, há opções à la carte, incluindo sanduíches. A estrela do cardápio convencional é o porco San Zé, assado por até nove horas e servido com acompanhamentos da horta do restaurante (R$ 92). Também tem petiscos super criativos, como o sushi de papada de porco, com tucupi preto e nori (R$ 48).


Para comer no Pujol (13º), o menu degustação sai por 2.565 pesos mexicanos (R$ 728). O chef Enrique Olvera explora ingredientes típicos do México, como destaque para o milho e pratos como o mole. Outra experiência oferecida no restaurante é inspirada no omakase japonês, que coloca os comensais no balcão de frente para o chef, que prepara tacos com ingredientes que mudam dia a dia.


Outros destaques latino-americanos da lista

Don Julio (nº 19) – Buenos Aires, Argentina – A casa portenha, a favorita do astro Lionel Messi, serve apenas à la carte e o foco é na primorosa carne argentina. Os cortes servidos têm preços que variam de 13.045 pesos (R$ 247) o bife de chorizo ancho a 19.320 pesos (R$ 366) o assado de tira.


Kjolle (nº 28) – Lima, Peru – Voo solo da chef Pía León, que comanda o Central ao lado do marido Virgílio Martinez, tem menu degustação por 669 soles (R$ 881) e pratos a la carte a partir de 58 soles (R$ 78), como o Steak Tartare com sementes de cacau.


Boragó (nº 29) – Santiago, Chile – Único chileno entre os 50 melhores restaurantes do mundo, a casa comandada pelo chef Rodolfo Guzmán se inspira pelos biomas chilenos e tem menu degustação de 12 a 17 preparos a 148 mil pesos chilenos. Com harmonização de vinhos, são acrescidos 80 mil pesos chilenos.


El Chato (nº 33) – Bogotá, Colômbia – O menu da casa é servido em função da disponibilidade dos produtos de pequenos produtores, de modo que sempre podem surgir novidades. O menu sem harmonização sai por 380 mil pesos colombianos (R$ 434) e com, custa 495 mil pesos (R$ 565). Também há oferta de pratos a la carte, com entradas a partir de 22 mil pesos (R$ 25).


Leo (nº 43) – Bogotá, Colômbia – O outro colombiano da lista dos melhores restaurantes do mundo é comandado pela chef Leonor Espinosa, que pediu saudação especial aos latino-americanos presentes na cerimônia de premiação. Para comer no Leo, os comensais podem escolher entre o menu de oito ou de 12 tempos. Se preferir, pode optar pelo menu degustação de seis aperitivos ou, ainda, pedir pratos à la carte na hora do almoço.


Mayta (nº 47) – Lima, Peru – No Mayta, que significa terra nobre em uma das línguas nativas do Peru, o chef Jaime Pesaque é responsável pelo menu degustação Yachay, com 11 etapas por 735 soles (R$ 981). As influências são da chamada cozinha peruana contemporânea, com exploração máxima de ingredientes locais.


Rosetta (nº 49) – Cidade do México, México – Novidade na lista deste ano, a casa comandada pela chef Elena Reygadas serve pratos a la carte, como os emblemáticos tamales mexicanos, de elote e creme defumado por 260 pesos mexicanos (R$ 72). Os principais, que dialogam com pratos com influência italiana, como o minestrone de verduras, saem a partir de 260 pesos mexicanos (R$72).


Quanto custa o menu degustação dos cinco melhores do mundo

Central – Lima, Peru – R$ 1.377 (1.045 soles peruanos)


Disfrutar – Barcelona, Espanha – R$ 1.329 (255 euros)


DiverXo – Madrid, Espanha – R$ 1.902 (365 euros)


Asador Etxebarri – País Basco – R$ 1.376 (264 euros)


Alchemist – Copenhagen, Dinamarca – R$ 3.430 (4.900 coroas dinamarquesas)



Informações do Estadão.

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