Vocalista do Calcinha Preta, Paulinha Abelha morre aos 43 anos


Foto: Reprodução/Instagram @calcinhapreta)

Após mais de 10 dias internada por complicações renais, morreu, aos 43 anos, Paulinha Abelha, vocalista da banda Calcinha Preta, na noite desta quarta-feira (23/2). A artista não resistiu a uma infecção neurológica que adquiriu na quinta-feira (17/2), após ter uma piora e entrar em coma. Ela deixa o marido, Clevinho Santos. A causa da morte foi um comprometimento multissistêmico.


A notícia da morte foi confirmada pelo perfil oficial da banda nas redes sociais.


No último domingo (13/2), a assessoria de Paulinha Abelha assumiu a conta da cantora no Instagram para avisar os fãs e amigos sobre um incidente médico vivido por ela. A artista precisou ser internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital particular em Aracaju, em Sergipe, para tratar de complicações renais. No entanto, naquele momento, o quadro era estável. Três dias depois, a notícia que ninguém esperava veio à tona: Paulinha, que parecia tratar de problemas não tão graves, entrou em coma por apresentar piora neurológica causada por uma infecção.


No mesmo dia, na quinta-feira (17/2), ela foi transferida para o Hospital Primavera, na Zona Sul de Aracaju. Na sexta (18/2), ela apresentava quadro estável e a infecção controlada, apesar de ainda estar em coma e respirar por aparelhos.


Paula de Menezes Nascimento Leça Viana nasceu em Simão Dias, em Sergipe, em 16 de agosto de 1978. Doze anos depois, ela já integrava o rol de artistas locais que cantavam festas tradicionais das cidades do interior sergipano, em cima de trios elétricos. Logo depois, quis investir no sonho de levar o forró para todos os cantos.


Por três anos, tentou emplacar a própria banda, a Flor de Mel, mas a falta de lucros e de recursos financeiros, que vinham dos pais, fizeram Paulinha desistir da iniciativa. Ela foi convidada, então, para a banda Panela de Barro, onde cantou por mais três anos.


Foi apenas no fim dos anos 90, que Paulinha teve o reconhecimento expressivo que tanto sonhou: ela foi descoberta pelo empresário e diretor da Calcinha Preta, Gilton Andrade, em 1998, e prontamente recebeu o convite para se tornar uma das vocalistas.


Foi a voz de Paula que eternizou 22 álbuns e três DVDs, com sucessos como Você não vale nada, Como vou deixar você, A dona do barraco e Louca por ti. Admirada e carinhosa com os fãs, Paulinha ganhou uma música da banda em homenagem a ela em 2007, inspirada em uma carta de um fã.


A trajetória de Paulinha com o grupo que lhe deu a visibilidade que precisava para mostrar o talento dela foi intensa e cheia de idas e vindas. Em 2010, Paulinha surpreendeu os fãs ao anunciar a saída da banda Calcinha Preta para integrar a banda GDO do Forró. Mas o projeto não foi para a frente. Oito meses depois, em agosto do mesmo ano, ela lançou a dupla Paulinha & Marlus, com o então marido e também ex-integrante da Calcinha Preta.


A dupla permaneceu até 2014, quando os dois decidiram voltar às raízes do maior grupo de forró de Sergipe. Mas o retorno foi mais um flashback: dois anos depois, em 2016, a cantora deixou a banda Calcinha Preta novamente, dessa vez ao lado de Silvânia Aquino, com quem se juntou e fez o trio Gigantes do Brasil, em parceria com Daniel Diau.


Em dezembro de 2016, as duas vocalistas decidiram seguir sozinhas na dupla Silvânia & Paulinha. Dois anos depois, as duas voltaram ao Calcinha Preta, onde Paula permaneceu até o falecimento. Em 2020, a banda gravou um show comemorativo pelos 25 anos da banda e, nesse ano, voltava à rotina de shows após a paralisação da agenda, causada pela covid-19.


Com informações do Correio Braziliense

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